Inventário extrajudicial: como resolver a herança sem precisar ir ao tribunal
Perder um familiar já é difícil. Enfrentar um processo burocrático e demorado logo depois não precisa ser inevitável.
Você se identifica com alguma dessas situações?
A família perdeu um ente querido e agora precisa resolver os bens que ele deixou — um imóvel, uma conta bancária, um carro. Alguém mencionou “inventário”, mas ninguém sabe ao certo o que isso significa na prática. A primeira reação de muitos é: “Vai ter que entrar na Justiça? Isso vai demorar anos?”
Nem sempre.
Se a sua família está nessa situação e o ambiente é de consenso — ou seja, todos os herdeiros estão de acordo com a partilha —, existe um caminho muito mais rápido, simples e barato: o inventário extrajudicial.
O que é o inventário extrajudicial?
Inventário é o procedimento obrigatório para transferir os bens de uma pessoa falecida aos seus herdeiros. Sem ele, imóveis não podem ser vendidos, contas não são liberadas e o carro não pode ser regularizado no nome dos herdeiros.
O inventário extrajudicial é aquele feito diretamente em cartório, sem necessidade de processo judicial. Ele foi regulamentado pela Lei n.º 11.441/2007 e, desde então, tem representado uma grande evolução para as famílias brasileiras que precisam resolver esse tema com mais agilidade.
Enquanto um inventário judicial pode durar anos — dependendo da complexidade do caso e da fila do Judiciário —, o extrajudicial pode ser concluído em semanas.
Quem pode usar o inventário extrajudicial?
Para que esse caminho seja possível, algumas condições precisam ser atendidas:
Se essas condições estiverem presentes, o processo ocorre no cartório de notas, com muito menos burocracia.
Quais bens podem ser incluídos?
Praticamente qualquer bem deixado pelo falecido pode ser partilhado via inventário extrajudicial: imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos, cotas de empresas, entre outros. Cada bem terá seu procedimento específico de transferência após a lavratura da escritura.
Quanto custa?
O inventário extrajudicial envolve o pagamento de:
Ainda assim, em comparação com um processo judicial — que tende a ser mais longo e, consequentemente, mais oneroso —, o inventário extrajudicial costuma representar uma economia significativa de tempo e dinheiro.
Por que contar com um advogado faz diferença?
A lei exige a presença de advogado no inventário extrajudicial, e isso não é por acaso. Um profissional experiente garante que:
Não deixe para depois
Um erro comum das famílias é adiar o inventário após o falecimento. Além do prazo legal de 60 dias para abertura (após esse período, incide multa sobre o ITCMD), a demora pode gerar complicações: bens que se desvalorizam, dificuldades para venda de imóveis e conflitos entre herdeiros que poderiam ser evitados.
Se você perdeu um familiar recentemente ou quer entender como regularizar a herança da sua família de forma rápida e segura, entre em contato. Avalio o seu caso, explico as opções disponíveis e te acompanho em cada etapa do processo.
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