Trabalhar como PJ é sempre legal? A empresa pode exigir isso? Quais são os riscos dos dois lados? Se você tem essas dúvidas, este artigo foi feito para você.
A pejotização é a prática de contratar um trabalhador não como empregado registrado em carteira (regime CLT), mas como pessoa jurídica — ou seja, exigindo que ele abra uma empresa (normalmente um MEI ou uma microempresa) para prestar serviços.
Na prática, o trabalhador emite notas fiscais, recebe como fornecedor e não tem acesso aos direitos trabalhistas clássicos, como FGTS, férias remuneradas, 13º salário e aviso prévio.
A pejotização não é, por si só, ilegal. O problema surge quando ela é usada para mascarar uma relação de emprego que, na essência, é regida pela CLT.
Essa é a pergunta central do tema. A Justiça do Trabalho analisa a realidade da relação, não apenas o contrato assinado. Existem cinco elementos que, juntos, caracterizam o vínculo empregatício:
Se esses elementos estiverem presentes mesmo em um contrato PJ, a relação pode ser reconhecida como empregatícia pela Justiça — com todas as consequências jurídicas e financeiras para a empresa.
Para as empresas, os riscos são significativos. Em caso de reconhecimento de vínculo empregatício pela Justiça do Trabalho, a empresa pode ser condenada a pagar:
Além disso, há risco de autuações administrativas por parte da Receita Federal e do Ministério do Trabalho e Emprego.
Do lado do trabalhador, a situação também exige atenção. Ao aceitar uma contratação PJ quando a relação é, na prática, de emprego, ele:
Por outro lado, quando a contratação PJ é genuína e o trabalhador tem autonomia real, ela pode ser vantajosa financeiramente — desde que o profissional esteja ciente dos custos e responsabilidades envolvidos.
Sim. A Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) ampliou as possibilidades de contratação fora do modelo CLT, especialmente com a regulamentação do trabalho autônomo exclusivo: passou a ser permitido que um trabalhador autônomo preste serviços a apenas uma empresa sem que isso, por si só, configure vínculo empregatício.
No entanto, isso não significa que qualquer contratação PJ passou a ser automaticamente legal. A análise dos elementos da relação de emprego (pessoalidade, subordinação, habitualidade etc.) continua sendo feita pela Justiça, e fraudes continuam sendo reconhecidas e punidas.
Ainda tem dúvidas sobre pejotização?
Entre em contato conosco agora mesmo por Whatsapp!
Acesse nosso Instagram (@pd.advogados) e saiba mais, clicando aqui!
Rua Francisco Marengo, 500, Tatuapé, São Paulo/SP, CEP: 03313-000.
atendimento@pedadvogados.com.br
(11) 98801 - 9201
www.instagram.com/pd.advogados
Preencha o formulário e entraremos em contato com você.